{"id":567,"date":"2026-09-22T11:43:03","date_gmt":"2026-09-22T11:43:03","guid":{"rendered":"https:\/\/escritorflaviocarneiro.jiap.com.br\/wp\/?comentario=a-multiplicidade-de-flavio-carneiro"},"modified":"2026-09-22T11:43:03","modified_gmt":"2026-09-22T11:43:03","slug":"a-multiplicidade-de-flavio-carneiro","status":"publish","type":"comentario","link":"https:\/\/escritorflaviocarneiro.jiap.com.br\/wp\/?comentario=a-multiplicidade-de-flavio-carneiro","title":{"rendered":"A multiplicidade de Fl\u00e1vio Carneiro"},"content":{"rendered":"<p>A primeira caracter\u00edstica que poder\u00edamos apontar na obra j\u00e1 consolidada do escritor Fl\u00e1vio Carneiro \u00e9 a multiplicidade: de formatos, de p\u00fablico alvo, de tom. Unidos pela alta qualidade, pelo cuidadoso trato com linguagem e por uma sensibilidade que n\u00e3o teme se evidenciar, os textos de Fl\u00e1vio dirigem-se a v\u00e1rios leitores poss\u00edveis em possibilidades diversas. Mais ainda, o autor n\u00e3o teme o suporte escolhido ou o tema, o que faz com que n\u00e3o hesite em ser tamb\u00e9m cronista esportivo de jornal em Curitiba &#8211; o Rascunho &#8211;  ou dedique-se a roteiros cinematogr\u00e1ficos para longa e curta metragem.<\/p>\n<p>Nascido em 1962, em Goi\u00e2nia, capital do Estado de Goi\u00e1s, no centro do Brasil, mudou-se para o Rio de Janeiro nos anos 1980. No Rio, \u00e9 Professor Universit\u00e1rio, orientando teses e disserta\u00e7\u00f5es n\u00e3o s\u00f3 na \u00e1rea dos estudos te\u00f3ricos da literatura mas em experi\u00eancias inovadoras de cria\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria; atua como cr\u00edtico com ensaios e resenhas e \u00e9 escritor, com uma produ\u00e7\u00e3o que vai do romance \u00e0 cr\u00f4nica.<\/p>\n<p>Na vida liter\u00e1ria, a primeira conviv\u00eancia dif\u00edcil, muitas vezes imposs\u00edvel mesmo, das diversas formas de interven\u00e7\u00e3o, parece-me ser a do escritor com o professor. Existem entre n\u00f3s outros exemplos dessa esp\u00e9cie de vida dupla, dentre os quais est\u00e1, certamente, Silviano Santiago, mestre fundamental de toda uma gera\u00e7\u00e3o, ensa\u00edsta impec\u00e1vel e um de nossos mais importantes ficcionistas. S\u00e3o, por\u00e9m, casos raros. \u00c9 como se o professor tentasse sempre imiscuir-se nos voos do romancista, dando ao texto um tom did\u00e1tico, explicativo, contido ou pedante.<\/p>\n<p>Em Fl\u00e1vio Carneiro d\u00e1-se o contr\u00e1rio. O ensa\u00edsta sofisticado e o professor competente desaparecem quando cria fic\u00e7\u00e3o. Nenhum tra\u00e7o de pedantismo, nenhuma artificialidade que leve para o texto as \u00faltimas teorias, tenta\u00e7\u00e3o forte demais para quem assume as duas dic\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>O segundo desafio que a multiplicidade apresenta, na obra deste autor, \u00e9 a elei\u00e7\u00e3o do p\u00fablico leitor a que dedica seus textos. Fl\u00e1vio come\u00e7a na prosa de fic\u00e7\u00e3o com a publica\u00e7\u00e3o de <em>Acorda, Rita!<\/em>, narrativa infanto-juvenil, de 1986. A prosa voltada para o p\u00fablico infanto-juvenil se tornar\u00e1 constante. Na verdade, a classifica\u00e7\u00e3o infanto-juvenil \u00e9 por vezes insuficiente, limitada. Depois da segunda novela do g\u00eanero, <em>A casa dos rel\u00f3gios<\/em>, de 1999; de <em>Lalande<\/em>, de 2000, e de <em>O livro de Marco<\/em>, de 2003, o autor publica um livro que vai atingir um amplo p\u00fablico jovem: <em>Prezado Ronaldo<\/em>, de 2006. Em 2007 recebe o prestigioso pr\u00eamio &#8220;Barco a vapor&#8221; para Literatura Infanto-Juvenil, que lhe garantiu a publica\u00e7\u00e3o do tocante <em>A dist\u00e2ncia das coisas<\/em>, em 2008. O personagem Pedro, que conduz a narrativa, tem 14 anos e com ele ir\u00e1 se identificar qualquer leitor que veja a si mesmo como um jovem naquela fase da vida em que: &#8220;Na verdade voc\u00ea vive cercado de d\u00favidas por todos os lados&#8221;.<\/p>\n<p>Este desvio pela produ\u00e7\u00e3o infanto-juvenil do nosso autor pretendeu retomar a ideia da diversidade em conv\u00edvio de que falamos. H\u00e1 em Fl\u00e1vio Carneiro um desejo permanente de envolver seu leitor, uma preocupa\u00e7\u00e3o em atra\u00ed-lo para <em>dentro<\/em> do narrado. Isso, que pode parecer \u00f3bvio ao se falar de literatura, na verdade est\u00e1 longe disso. H\u00e1 toda uma vertente contempor\u00e2nea que constr\u00f3i a escrita como inc\u00f4modo, estranhamento, atrito, em possibilidade mais do que leg\u00edtima, merecendo destaque, mas que n\u00e3o deve ser considerada como \u00fanica vertente da produ\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria de import\u00e2ncia hoje.<\/p>\n<p>Como te\u00f3rico e cr\u00edtico liter\u00e1rio, Fl\u00e1vio Carneiro publica em 2001 <em>Entre o cristal e a chama: ensaios sobre o leitor<\/em> e esse deslocamento aparente do objeto de sua reflex\u00e3o &#8211; do texto para o leitor &#8211; aponta mais uma vez para a import\u00e2ncia do escritor, em todos os tempos e todas as literaturas, unindo escrita e leitura quase num ato \u00fanico.<\/p>\n<p>Sobre o livro escreveu o professor e cr\u00edtico Renato Cordeiro Gomes:<\/p>\n<p>Deste modo, entre o cristal e a chama, entre argumenta\u00e7\u00e3o e an\u00e1lise, Fl\u00e1vio pavimenta uma terceira via, para al\u00e9m dos caminhos que se bifurcam; sabe que as interpreta\u00e7\u00f5es podem cristalizar-se, entretanto sabe tamb\u00e9m que \u00e9 poss\u00edvel construir novas leituras que reativem as for\u00e7as significativas dos textos, que n\u00e3o se esgotam. Revela, assim, que cada leitura \u00e9 um caso, um exerc\u00edcio, um jogo: um ensaio, que \u00e9 experimenta\u00e7\u00e3o.<sup>1<\/sup><\/p>\n<p>No entanto \u00e9 seu livro de cr\u00edtica liter\u00e1ria de 2005: <em>No pa\u00eds do presente: fic\u00e7\u00e3o brasileira no in\u00edcio do s\u00e9culo XXI<\/em> que lhe garantir\u00e1 um espa\u00e7o pouco ocupado na critica liter\u00e1ria. Organizando em um volume sua constante colabora\u00e7\u00e3o como resenhista em suplementos liter\u00e1rios, o cr\u00edtico revela-se um dos pouco estudiosos atuais a se ocupar da literatura brasileira absolutamente contempor\u00e2nea, a que faz a transi\u00e7\u00e3o do s\u00e9culo XX para o XXI, exibindo suas peculiaridades. Ocupar-se do contempor\u00e2neo, arriscar-se a comentar autores que est\u00e3o apenas surgindo, \u00e9 um desafio que se imp\u00f5e ao te\u00f3rico. \u00c9 sempre mais seguro estudar obras e autores que j\u00e1 t\u00eam uma fortuna cr\u00edtica desenhada, escritores j\u00e1 reconhecidos que, se reconhecidos pelo c\u00e2none, tornam o esfor\u00e7o cr\u00edtico ainda menos arriscado.  No entanto, \u00e9 justamente o autor que surge, a experi\u00eancia in\u00e9dita &#8211; bem ou mal sucedida &#8211; que mais precisa da cr\u00edtica, desde que esta exer\u00e7a, como faz Fl\u00e1vio, o papel de mediador entre autor\/editor e p\u00fablico, apresentando a obra ao leitor por vir, ajudando-o a conhecer melhor as estrat\u00e9gias de cria\u00e7\u00e3o liter\u00e1rias produzidas. A urg\u00eancia do presente, especialmente aguda em tempos onde as trocas comunicativas se fazem cada vez mais r\u00e1pidas e imediatas, solicita, hoje, que o cr\u00edtico se utilize das formas mais diretas de publica\u00e7\u00e3o, dentre elas jornais, peri\u00f3dicos diversos e mesmo blogs ou sites.<\/p>\n<p>A obra de ensaios e resenhas a que nos referimos \u00e9 uma das obras de reflex\u00e3o cr\u00edtica que melhor <em>apresenta<\/em> a literatura brasileira contempor\u00e2nea, merecendo ser consultada por todos os pesquisadores que se dediquem a tal recorte de nossa literatura.<\/p>\n<p>\u00c9 o pr\u00f3prio autor quem identifica a import\u00e2ncia do exerc\u00edcio da critica jornal\u00edstica em entrevista dada ao Jornal do Brasil:<\/p>\n<p>O espa\u00e7o da cr\u00edtica sempre foi reduzido. O espa\u00e7o da literatura, ali\u00e1s, sempre foi pequeno, ainda que, h\u00e1 cem anos atr\u00e1s, ser escritor tivesse mais <em>status<\/em> do que tem hoje. De todo modo, acredito que o cr\u00edtico possa interferir no processo, por exemplo, se aprimorando no exerc\u00edcio da resenha, que atinge um n\u00famero razo\u00e1vel de leitores. Acho o formato da resenha interessant\u00edssimo e discordo radicalmente dos que a consideram um modo superficial de cr\u00edtica. Se bem feita, com consist\u00eancia, com seriedade, a resenha \u00e9 uma forma de apresenta\u00e7\u00e3o cr\u00edtica do livro, um elo entre autor e leitor. Um das principais fun\u00e7\u00f5es do cr\u00edtico \u00e9 apresentar a obra ao leitor de forma clara, precisa, buscando sempre um olhar original, um ponto-de-vista diferenciado, e tamb\u00e9m contextualizando a obra, dizendo que espa\u00e7o ocupa no campo mais amplo da tradi\u00e7\u00e3o e no panorama atual. Tudo isso ele pode conseguir na resenha.<sup>2<\/sup><\/p>\n<p>O primeiro livro de &#8220;fic\u00e7\u00e3o adulta&#8221;, se \u00e9 que distin\u00e7\u00f5es como esta existem, \u00e9 o livro de contos <em>Da matriz ao beco e depois<\/em>. Os dez contos que formam o volume articulam-se sempre de algum modo. A cidade \u00e9 uma presen\u00e7a forte, pela men\u00e7\u00e3o a ruas com seus cantos em claro\/escuro, com a dureza dos ch\u00e3os da cidade, com as amea\u00e7as ou espa\u00e7os de fuga que possam representar. As refer\u00eancias liter\u00e1rias de forma\u00e7\u00e3o do autor aparecem nas narrativas pelo tom, por vezes a refer\u00eancias quase expl\u00edcitas \u00e0 maneira de Rubem Fonseca escrever &#8211; e seria quase imposs\u00edvel que um escritor de sua gera\u00e7\u00e3o, ao transitar por espa\u00e7os da cidade, n\u00e3o contivesse em sua obra alguma coisa dos grandes momentos de Fonseca &#8211; ou ainda em refer\u00eancias a autores da literatura do fant\u00e1stico ou do chamado real-maravilhoso, particularmente em sua vertente latino-americana.<\/p>\n<p><em>O campeonato<\/em> \u00e9 o primeiro romance, de 2002, com uma escrita completamente diferente dos contos, mas com a perman\u00eancia de uma op\u00e7\u00e3o pelo desprezo \u00e0 l\u00f3gica tradicional, cartesiana, presa ao realismo. Este romance \u00e9 uma daquelas obras que nos leva de volta \u00e0 constata\u00e7\u00e3o de que a literatura tem m\u00faltiplas, infinitas, fun\u00e7\u00f5es, entre elas a de divertir.<\/p>\n<p>Como disse quando tive oportunidade de escrever, tamb\u00e9m em jornal, sobre o romance de meu colega, o autor revela, mais uma vez, nesta obra, que tem dois gurus: o romancista, roteirista americano p\u00f3s-moderno, Paul Auster, frequentemente auto-referente como em <em>Cidade de vidro<\/em>, e, ainda,  Rubem Fonseca, autor do conto &#8220;O campeonato&#8221;, publicado em Feliz ano novo. Toda a obra \u00e9 atravessada pela literatura do fingimento assumido de um Jorge Luis Borges at\u00e9 a pr\u00e1tica da metaliteratura. Nada \u00e9 gratuito em quem, como seu personagem, \u00e9 um man\u00edaco pela leitura. Por interm\u00e9dio do personagem-narrador, Fl\u00e1vio Carneiro se mostra, antes de mais nada, como o grande e privilegiado leitor que \u00e9. Este \u00e9, tamb\u00e9m, o primeiro crime da narrativa: o crime de ler obsessivamente, que custa ao personagem Andr\u00e9 seu emprego, demitido da biblioteca onde trabalhava, por ter infringido a ordem de jamais ler no servi\u00e7o. Estranha ordem a ser emitida por uma biblioteca.<\/p>\n<p>Desse modo, a leitura de <em>O campeonato<\/em> pode ser feita tanto na clave da cria\u00e7\u00e3o p\u00f3s-moderna e seu curioso recurso a cita\u00e7\u00f5es, como pela aprecia\u00e7\u00e3o da ironia com que, desde Cervantes e Flaubert, os autores mais sofisticados tratam os perigos que a literatura \u00e0s vezes oferece.<\/p>\n<p>A originalidade da obra reside justamente no aspecto de jogo que oferece ao leitor, conduzido pelo jovem Andr\u00e9, em estrat\u00e9gia narrativa com possibilidades raras de despertar o interesse de jovens leitores, batalha dura a que poucos t\u00eam, infelizmente, se dedicado num pa\u00eds onde s\u00e3o muitos os bons autores e poucos, bem poucos, os leitores. As informa\u00e7\u00f5es v\u00e3o-se acumulando numa ordena\u00e7\u00e3o curiosa porque originada da pr\u00f3pria leitura. Haver\u00e1 sempre alguma informa\u00e7\u00e3o de que o leitor n\u00e3o disp\u00f5e ou que est\u00e1 evidente demais para ser verdade.<\/p>\n<p>Montalb\u00e1n &#8211; outro personagem &#8211; \u00e9 quem chama a aten\u00e7\u00e3o para o fato de que numa sociedade carregada de tens\u00f5es, de rela\u00e7\u00e3o entre pol\u00edtica e crime, de dupla moral, inventar e reinventar a realidade atrav\u00e9s de uma literatura do crime n\u00e3o \u00e9, for\u00e7osamente, afastar-se do rigor liter\u00e1rio. O jogo que Fl\u00e1vio Carneiro prop\u00f5e lida com todos estes ingredientes.<\/p>\n<p>A juventude do narrador Andr\u00e9, que passa por mulheres mais sedutoras que a Mulher-Gato e acaba nos bra\u00e7os de uma garota meio hippie de 15 anos e olhos azuis, que torna o detetive formado por correspond\u00eancia um condutor de jogos, \u00e9 especialmente prop\u00edcia a seduzir um jovem leitor ou qualquer leitor que consiga se manter jovem pela literatura.<\/p>\n<p>Em 2006 Fl\u00e1vio Carneiro lan\u00e7a o romance <em>A confiss\u00e3o<\/em>, onde retoma com radicalidade a ruptura com o realismo que acontecera em  v\u00e1rios contos de <em>Da matriz ao beco e depois<\/em>. O romance parte de uma situa\u00e7\u00e3o ins\u00f3lita, um rapaz de origem pobre, que no in\u00edcio da hist\u00f3ria quase morre desabrigado e faminto, mas no desenrolar dos acontecimentos enriqueceu por mecanismos do fant\u00e1stico, sequestrou uma mulher rica e diante da v\u00edtima imobilizada conta sua hist\u00f3ria de vida. O romance \u00e9 todo constru\u00eddo em discurso direto, monol\u00f3gico. Nenhum momento de di\u00e1logo, nenhuma outra voz que n\u00e3o a do sequestrador, o que j\u00e1 d\u00e1 \u00e0 narrativa um formato original. \u00c0 primeira vista, o leitor ter\u00e1 a impress\u00e3o de estar diante de mais uma narrativa sobre a viol\u00eancia urbana contempor\u00e2nea, do conflito entre a priva\u00e7\u00e3o (do narrador) e a abund\u00e2ncia (da personagem a quem se dirige). No entanto a narrativa ir\u00e1 levando o leitor, passo a passo, por um caminho bem diverso.<\/p>\n<p>O jovem passara da mis\u00e9ria \u00e0 riqueza na pr\u00e1tica involunt\u00e1ria de uma esp\u00e9cie de vampirismo, apropriando-se de tudo de bom, positivo ou lucrativo que cada uma das mulheres com quem se relaciona possui, at\u00e9 apropriar-se da pr\u00f3pria vida delas. Essa rela\u00e7\u00e3o aleg\u00f3rica, completamente afastada da l\u00f3gica da realidade cotidiana, confere ao protagonista que se confessa um poder imposs\u00edvel, exacerbado, s\u00f3 ter\u00e1 um limite &#8211; e este limite chega &#8211; o medo.<\/p>\n<p>Percebemos, ao tratar deste romance, que falamos de uma escritura limpa, precisa, sem enfeites desnecess\u00e1rios, e a\u00ed est\u00e1 sua verdadeira sofistica\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m que, mais uma vez, voltamos ao tema da viol\u00eancia, de rela\u00e7\u00f5es homem-mulher atravessadas por ideias de controle, apropria\u00e7\u00e3o e medo.<\/p>\n<p>De uma maneira ou de outra, adotando uma ou outra forma de discurso, \u00e9 sobre o enigma da constitui\u00e7\u00e3o da  literatura, de sua frui\u00e7\u00e3o, dos prazeres de efeitos encantat\u00f3rios que exerce sobre o leitor, mesmo quando \u00e9 terr\u00edvel, contendo nela toda a dor do mundo, que Fl\u00e1vio Carneiro est\u00e1 sempre falando.<\/p>\n","protected":false},"template":"","class_list":["post-567","comentario","type-comentario","status-publish","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/escritorflaviocarneiro.jiap.com.br\/wp\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/comentario\/567","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/escritorflaviocarneiro.jiap.com.br\/wp\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/comentario"}],"about":[{"href":"https:\/\/escritorflaviocarneiro.jiap.com.br\/wp\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/comentario"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/escritorflaviocarneiro.jiap.com.br\/wp\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=567"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}