Flávio Carneiro Escritor · Crítico · Roteirista
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Obra

Um Romance Perigoso

2017 · Romance
EditoraRocco
CidadeRio de Janeiro
Páginas285
Acervo

Edições

1 edição
Capa da edição 2017 de Um Romance Perigoso — 2017
20172017
Rocco · Rio de Janeiro
285 páginas

Registro bibliográfico do acervo de Flávio Carneiro.

Sobre a obra

Epifânio de Moraes Netto, famoso escritor de livros de autoajuda, pode ter inspirado

muitas pessoas, mas não conseguiu ajudar a si mesmo: sua morte logo ganhou as páginas dos jornais. É comum que o falecimento de uma personalidade cause comoção, mas o destaque se deu pelas circunstâncias da morte. Ele foi encontrado no quarto de um hotel de luxo em São Conrado, zona Sul do Rio de Janeiro, estirado no chão, de bruços, ao lado de um copo caído, com resto de bebida. Causa da morte: envenenamento por estricnina, injetada no pescoço da vítima. Na parede, o assassino grafitou, com spray vermelho escuro, cor de sangue: X-9.

O que teria acontecido naquele quarto para Epifânio encontrar seu fim dessa forma? Essa resposta somente o olhar arguto do detetive André, acompanhado de seu inseparável assistente (o Gordo), poderá encontrar.

Um romance perigoso é o terceiro romance policial de Flávio Carneiro protagonizado por André e Gordo. Assim como em O livro roubado e O campeonato, essa nova história mistura suspense, mistério, violência e romance, elementos clássicos da melhor literatura policial, tendo o Rio de Janeiro como cenário.

Ao saber da morte de Epifânio, André não fica feliz com a notícia, mas tampouco triste. Ele foi uma das vítimas do popular escritor, conhecido nas sombras por ser um grande charlatão. A dúvida que mobiliza o detetive é: o mestre da autoajuda teria sido assassinado por uma das muitas pessoas que, assim como ele, foram enganadas por Epifânio?

O detetive terá sua chance de descobrir. A viúva do escritor oferece uma tentadora recompensa para quem fornecer alguma informação que leve a polícia a descobrir a identidade do assassino.

E para isso André vai contar com a ajuda do Gordo, o doutor Watson desse Sherlock tropical, dono de um sebo de livros raros e leitor apaixonado, como André, por ficção policial.

Ana, a namorada de André que troca a cor dos cabelos de acordo com as estações do ano, vai ajudar a dupla nas investigações. Eles também terão auxílio de outras fontes, ligadas ao Gordo, dentre elas um delegado aposentado, Heleno, e um ex-motorista de táxi que teve a ideia brilhante de transformar um sítio em Guapimirim num inusitado motel-fazenda.

Juntos, eles correm atrás das pistas, que começam com um exemplar usado de A irmãzinha, de Raymond Chandler, um dos mais célebres escritores americanos de histórias policiais noir, sobre a cama do quarto.

Logo André e Gordo vão entender que o assassinato de Epifânio não foi um crime isolado. Depois dele, outros escritores de autoajuda são assassinados, em circunstâncias que apontam para um padrão. Não há dúvida: um serial killer está à solta nas ruas do Rio. Um serial killer de escritores de autoajuda.

Numa narrativa recheada de humor e de homenagens aos grandes mestres da ficção policial, o detetive e seu sagaz assistente vão enveredar por ruas e bares da cidade, buscando juntar os fios de uma trama cada vez mais complexa e assustadora, envolvendo nomes importantes do mercado editorial, sobretudo no ramo da autoajuda.

Em

Um romance perigoso

, o leitor se envolverá nessa trama sombria – como as do romance noir americano, em especial os de Chandler e Dashiell Hammett – passada num cenário solar, mas não menos fatal.

Trecho

Não posso dizer que tenha ficado feliz com a morte do Epifânio de Moraes Netto. Mas triste também não fiquei.

Li a notícia nos jornais, numa banca de revista perto de casa, em Copacabana. Foi encontrado no quarto de um hotel de luxo em São Conrado, estirado no chão, de bruços, ao lado de um copo caído, com resto de bebida. Sobre a mesa do quarto, uma garrafa de uísque, quase vazia.