Flávio Carneiro Escritor · Crítico · Roteirista
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Obra

A Casa dos Relógios

1999 · Novela infantojuvenil
EditoraFTD
CidadeSão Paulo
Páginas78
Acervo

Edições

1 edição
Capa da edição 1999 de A Casa dos Relógios — 1999
19991999
FTD · São Paulo
78 páginasISBN 9788532242945

Registro bibliográfico do acervo de Flávio Carneiro.

Prêmios e distinções
Finalista Prêmio Nacional João de Barro
Sobre a obra

, numa

aventura ampliada a partir da mesma matriz: a história de uma menina que odeia acordar cedo e um belo dia ganha de presente um despertador. Rita mora numa casa repleta de relógios, de todos os formatos, modelos e cores, fabricados em vários lugares do mundo, reunindo desde os mais antigos até os moderníssimos, além de réplicas de relógios de torre famosos, como o Big Ben, por exemplo. O problema é que, ao contrário dos pais, a menina odeia relógios e sempre que pode dá um jeito de causar um estrago na coleção.

Num mundo que oscila entre e a vida real e a fantasia, Rita e seu novo e inesperado amigo – um velho despertador, saído de uma loja de quinquilharias e que, pasme!, também odeia acordar cedo – vivem a aventura de imaginar o futuro e driblar o presente, selando uma amizade pautada sobretudo pelo afeto e pela imaginação.

A respeito do livro, escreveu Adauto Novaes para o jornal

Diário da Manhã

(Goiânia, 17/08/1999):

"Um livro infantil, rotineiramente associado a peripécias inocentes e angelicais, pode subir degraus além de suas primeiras intenções lúdicas e didáticas, para provocar no leitor o salto e a pirueta no trapézio da curiosidade. Uma vez assumida a iniciativa, com todos os perigos de uma realidade modificada pela descoberta do inaudito, a dimensão da busca pelo saber passa a não ter limites.

Navegando entre o sonho e a realidade, Flávio contorna a moral da história e permite ao seu leitor, pequeno ou adulto, a liberdade da melhor interpretação possível. Tocando na qualidade da metamorfose, Flávio presta homenagem a Carroll e procura despertar o interesse pela poesia."

Trecho

- Ah, essa parede é meu tesouro, foram anos e anos de trabalho... meu tesouro...

A esposa do Doutor Bartolomeu, por sua vez, tinha cinco relógios de pulso em cada braço, cada um marcando a hora de determinada cidade do planeta. Quando faltava assunto pra conversa, ela dizia, pra quem estivesse por perto, uma frase do tipo:

- Sabe que horas são em Bombaim? Não? Pois são exatamente doze e trinta e sete, mais doze segundos.